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Poder Judiciário

Congresso Futuro Terá Menor Convergência com Agenda Ambiental, Indica Estudo

Projeção para a próxima legislatura aponta que 68,9% dos parlamentares terão baixa sintonia com pautas de proteção ambiental e climática. O cenário é mais acentuado no Senado, com 79% dos futuros senadores nessa faixa.

Redação Legisfera3 minconvergência ambiental congresso nacional

A próxima composição do Congresso Nacional, prevista para o período de 2027 a 2030, tende a apresentar uma menor sintonia com a agenda de proteção ambiental e climática. É o que aponta o estudo “Mapa do Novo Congresso: Perfil Ambiental da 58ª Legislatura”, divulgado pelo Observatório do Clima.

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O instituto

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O estudo avalia o Índice de Convergência Ambiental (ICA), que mede a proximidade da atuação e dos votos dos parlamentares com as pautas socioambientais. Este indicador distribui os congressistas em quatro faixas: Muito Baixa (0% a 25%), Baixa (26% a 50%), Boa (51% a 69%) e Muito Boa (70% a 100%). A análise utiliza dados do Farol Verde, plataforma do Instituto Democracia e Sustentabilidade, e estimativas partidárias quando dados individuais não são robustos.

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A projeção indica que 409 das 594 cadeiras do Congresso, o que representa 68,9% do total, estarão nas faixas de convergência ambiental “Baixa” ou “Muito Baixa”.

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O que isso muda na prática

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Uma menor convergência ambiental no Legislativo pode impactar diretamente a tramitação e aprovação de projetos de lei e Propostas de Emenda à Constituição (PECs) relacionados à proteção do meio ambiente, combate às mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável. Parlamentares com baixa sintonia com essas pautas podem votar contra ou propor alterações que fragilizem a legislação ambiental.

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O cenário é particularmente preocupante no Senado, onde 79% dos 81 parlamentares projetados (64 senadores) se enquadram nas faixas de baixa ou muito baixa convergência. Na Câmara dos Deputados, essa proporção atinge 67,3%, com 345 de 513 deputados.

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A ascensão de partidos com menor alinhamento a essas pautas, como o Partido Liberal (PL), que deve ampliar significativamente sua bancada no Senado e na Câmara, pode influenciar a definição de prioridades e a força de negociação em temas ambientais.

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Repercussão

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A sociedade civil organizada, especialmente os movimentos ambientalistas e ONGs que atuam na defesa do meio ambiente, sentirá o impacto dessa tendência. A aprovação de políticas públicas voltadas para a sustentabilidade, a preservação de biomas e a transição energética pode se tornar mais desafiadora.

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Os futuros beneficiários de políticas ambientais e a população em geral, que sofre os efeitos da crise climática, também podem ser afetados pela menor capacidade do Congresso em avançar com a agenda socioambiental.

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Em outras palavras

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Imagine que o Congresso Nacional é um grupo de pessoas decidindo o futuro de um parque. Se a maioria desse grupo não se importa muito com a natureza, é provável que decisões que protejam o parque, como proibir construções ou poluição, tenham mais dificuldade de serem aprovadas. Em vez disso, podem ganhar força ideias que permitam o uso mais intenso do parque, mesmo que isso o prejudique a longo prazo.

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Uma curiosidade

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O estudo aponta que os parlamentares que estão ingressando no Congresso pela primeira vez tendem a ter um perfil ambiental menos favorável do que os que já foram reeleitos. No Senado, por exemplo, 82,5% dos novos integrantes se encontram nas faixas de baixa ou muito baixa convergência ambiental, enquanto entre os reeleitos essa porcentagem é de 71,4%. Isso sugere que a renovação parlamentar, por si só, não garante um avanço na agenda ambiental.

Perguntas objetivas

O que significa ter baixa convergência ambiental no Congresso?

Significa que a maioria dos parlamentares tende a ter pouca afinidade ou a votar contra propostas que visam proteger o meio ambiente e combater as mudanças climáticas.

Qual a porcentagem de parlamentares com baixa convergência ambiental prevista para o futuro?

O estudo aponta que 68,9% dos parlamentares do Congresso Nacional, a partir de 2027, estarão nas faixas de baixa ou muito baixa convergência ambiental.

O que o estudo diz sobre os novos parlamentares em relação ao meio ambiente?

O estudo indica que os novos parlamentares tendem a ter um perfil ambiental menos favorável do que os parlamentares reeleitos, com uma proporção maior deles se enquadrando nas faixas de baixa ou muito baixa convergência ambiental.

Este texto explica o tema para quem não é da área. Não é parecer e não substitui a análise de um advogado sobre o seu caso.

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